Lá vão aqueles dias que tu me conhecias como ninguém onde tu acariciavas o meu cabelo de maneira diferente de todas as que me acariciavam... Tapavas os meus olhos com uma doçura incrível, com uma destreza e com tanto cuidado e perguntavas se eu sabia quem eras.
Eu, com o meu humor negro, começava a inventar nomes de mulheres ao acaso só para te irritar mas na mesma tu sabias, sabias que só te os dizia para esse propósito, e então fingias-te muito chateada e viravas as costas para eu ir ter contigo e dar-te aquele leve beijo que tu sempre gostavas, fazia isto tudo para que te sentisses minha e só minha, para que visses o quão te amava e adorava!
Passamos aquele verão todo na praia em leves ondas de calor e água refrescante, sempre que dizias que me amavas eu retribuía-te com um eu também te amo e agarrava em ti e levava-te para a água (que era gélida depois de uma pessoa ter apanhado tanto sol) esperneavas-te mas isso não afectava o teu destino na água e acabavas sempre lá, e eu, para acabar aquela tortura toda de água fria ainda dizia, para demonstrar o quanto eu te amo, e sorria. Ficavas fula mas gostavas de essas parvoíces minhas, fazias para que isso se tornasse rotina porque adoravas que eu te fizesse isso.
Passamos quase uma vida de amor e carinho eterno como ninguém, até ao dia que tudo acabou, que todo aquele amor e alegria passaram para ódio desprezo e lágrimas, onde o sol que brilhava e sorria para nós quando tudo era bonito, agora era tapado por um eclipse escuro e negro feito há medida do nosso ódio e da nossa dor, esse eclipse tinha sido feito por nós, o nosso sofrimento era só pela nossa culpa e estupidez de ter tudo acabado...
Passado agora meses esse eclipse agora não passa de meras nuvens que tapam o sol colorido que quer alegrar as nossas vidas.
Agora que vais-te embora deste país para seres feliz com a tua família em algum sitio longínquo.
Pergunto-me agora..
Será que o sol brilhará para nós agora ou brilhará para ti e para mim se fechar-se-à em copas de novo?
Pergunto-me...
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