terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Come screaming and falling down



Senti calor no coração.. Conheci-te.. Notei de distância que detinhas um saber de vida distinto, diferente do meu mas parecido.. Choquei contigo mil e uma vezes mas no fim íamos sempre dar a conclusões parecidas, distintamente iguais..
O mundo parou quando o meu coração chegou a estado "lamechas", coisa que nunca pensei chegar.. Mas tu cativavas-me.. Comias pedaços de mim ás escondidas e eu não notava.. Acabavas comigo se quisesses mas não.. Preferiste gozar.. Gozar o bom de mim e o mau, aprendeste a ler-me e devoraste-me como devoras qualquer livro.. Tomaste-me como tolo que sou e gozaste de novo comigo!
Neste espaço de tempo o que fiz para te deter foi abrir-me a ti, simplesmente não queria deter-te precisava de alguém para amar e ser amado.. Acima de tudo precisava de ser amado, acariciado, destroçado, e tu fazias-me isso e muito mais.
Quando me juntei contigo como um casalinho de pombos que éramos tudo parecia bonito, até eu encarar a realidade que eu não era assim.. Eu era um rapaz que tinha sido despejado para o lixo, como se fosse apenas um papel, e precisava de me sentir amado uma vez mais... E usei-te como nada.. Que mal de mim, mas o que está feito, feito está e precisava de remediar isto.. Tolo pensando que me amavas e que querias-me como ninguém inventei mil e uma desculpas para te sentires bem (claro que nunca virias a sentir)e nunca nada resultou, fui morto pela sociedade por ter-te feito o que fiz, e poucos continuaram comigo por eu ter encarado e ter feito o melhor..
E agora passado tanto tempo, vi que tu não passas mais nada do que uma falsa como eu.. fizeste-me pensar que amavas-me, e que a tua vida girava à volta dos meus abraços, tudo o que senti quando vi e li todos aqueles vídeos e mensagens foi angustia e nojo só de pensar que queria voltar para ti.. Sabes é pena, pois a vida tem destas reviravoltas

Excerto de um mini-livro criado por mim

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A melancolia da música

O amor é como uma música, ouves muito lentamente ela, aprecias cada segundo, mas ela acaba sempre. E nós só queremos por no "repetir"

sábado, 23 de outubro de 2010

O sentido de nada!

Segue-me - disse ela muito séria - Segue-me para toda a eternidade!
Ouvindo estas esgueiras palavras a sibilar pelo ar, fizeram-me ficar fraco. As minhas pernas tremiam e tinha ganho um ligeiro medo, embora não soubesse bem o porque dele. Quando o silêncio predominou naquela sala sinistra, a ligeira fraqueza nas pernas passou para uma invalidade completa, fazendo-me cair de joelhos... O medo... Esse que também era ligeiro passara a seu um horror constante, um picar constante de "emoções negras" no meu coração.
Completamente aterrorizado, jogo as mãos à cabeça enquanto milhões de imagens passavam pela a minha mente. Imagens de memórias já envelhecidas, mas que têm o mesmo efeito que tinham à anos.
Memórias de amor, tristeza, saudade, traição, conquista e... Especialmente imagens de aquela pessoa que outrora me conquistara o meu quebrado coração...
Segue-me - disse ela novamente - Segue-me para toda a eternidade!
Estas palavras novamente! Furaram-me o meu peito como balas, o sentimento escondido... O qual eu nunca compreendi, aparecera de novo...
Agora começo a achar que a vida não têm sentido qualquer, para quê tanto sofrimento... Mais vale segui-la... Mas espera... Não! Não posso sucumbir a tal pessoa ou ser, tornar-me-ia mais fraco!
Sentimentos de conquista sobem-me à pele e começo a sentir-me vitorioso, nada pode deter-me agora... Todos os sentimentos numa batalha infernal, e eu, apenas o transportador de todos aqueles soldados, começo a ceder.... A sucumbir à obsessão do vicio de ser um nada!
Segue-me - Diz-me a Morte - Segue-me agora ou nunca! Pois eu sei que queres acabar com a tua vida! Toma essa escolha e seguir-me-ás para toda a eternidade!
Confuso e enjoado, levanto-me e viro as costas muito calmamente dizendo:
- A vida pode não ter sentido nenhum, mas se continuar talvez o encontre em alguém e não desistirei.
-Muito bem - Riposta a Morte sibilando cuidadosamente as palavras - Será essa a tua decisão, mortal ignorante!

sábado, 2 de outubro de 2010

O Contrário do Inverso

Num mundo onde tudo é tudo e nada é nada... Onde tudo é bom e nada é mau... Onde eu deveria ser feliz com tais descrições, tudo acontece...
Felicidade prematura... Pior de todas as felicidades, é a felicidade da decepção na maioria das vezes, uma felicidade de dor que faz todos chorar e ficar tristes.
É a felicidade que nós nos habituamos quando somos crianças, quando pensamos que o mundo é nosso, quando pensamos que dificuldades e dor não existe, que o mundo resume-se a felicidade e amor...
Nada disso é verdade! Quando chegamos à nossa amada adolescência caímos na realidade do amor e da dor, do ódio e tristeza, aprendemos que a vida não é um mar de rosas mas sim um mar de espinhos com umas florezinhas que aparecem de vez em quando.
O amor é aquilo que podemos chamar um túnel com uma pequena luz muito escassa ao fundo... Primeiro sentimo-nos felizes e no tal "mar de rosas" e depois é sempre a cair, discussões que dizem que mantém a "chama" acesa, mas na realidade só a apaga mais, até chegarem ao estado de decadência e embatermos com toda a força num fundo de espinhos! Começa-mos a delirar com a dor de espinhos cravados no nosso corpo e chora-mos, com os danos irreversíveis deste amor partimos para outra, por muito que doa, e, à medida que nós vamos andando lentamente e que vamos ganhando consciência que a vida não pára para nós vivermos nas nossas próprias desgraças os espinhos vão saindo, deixando a marca mas curando a ferida.
É esta a balada eterna da vida, os seus altos e baixos tristes... Mais altos que baixos do que altos, seguidos de muitas quedas e ascendências...
É isto que eu sinto dia-a-dia, quando pensa em ti, quando vejo que perdi, e nunca vou voltar a ter momentos eternos e lindos, momentos de felicidade que duraram pouco mas duraram anos de vida secos e calmos, como aquelas brisas que nos dão aqueles calafrios, só que muito, mas muito lentamente, senti e cedi ao calor humano que tu partilhas... Enroscando em ti eu ficava milhares de anos, mas a vida não o permite e fomos separados por sentimentos distintos e irregulares... Enfim mas isso é o que nos destinge... É o contrário do nosso amor queimado...

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Tribute to a Good Friend

Conheci-te assim muita estupidamente, numa tarde onde todos falavam contigo e eu simplesmente via-te como alguém um pouco, digamos um Mr.LoL.
Eras alguém que não me caracterizava e muito menos pensava chegar a ser teu amigo, mas enfim lá a vida me pôs a aturar-te.
Passou perto de 2 ou 3 semanas e a minha opinião tinha alterado drasticamente, e drasticamente é um favor porque não encontro nada mais drástico que drasticamente, tinha passado de uma pessoa normal que eu tinha escolhido simplesmente passar ao lado para alguém que não me importava de morrer se tivesse que escolher entre a minha vida e a dele, simplesmente se não fosse ele eu já me tinha morto literalmente, tu é e que me puxavas sempre quando eu limitava-me a cair sempre naquele buraco negro da vida, tu é que me davas sermões quando fazia algo totalmente estúpido, tipo aquilo de Filosofia...
Naqueles almoços no Ginga, falava-mos da nossa vida, e tu, por confiares em mim (acho eu que era essa a única razão para contares-me todas aquelas histórias) contavas-me histórias que ocorreram no teu passado e presente, e contavas-me o que querias que acontece-se para o futuro próximo. Enquanto eu ouvia atentamente pois tu para mim eras mais que um mentor, mas também sofrias e também as vezes tinhas grandes lapsos, que eu só conseguia arrancar da tua boca o que tinha acontecido para te ajudar com um pé de cabra.
Aulas que passamos a rir, outras que passavas a descobrir o que se passava comigo ou a consolar-me do ódio e angustia que estava sempre a sentir, outras passava-mos aos sms mesmo quando estávamos ao lado um do outro, a vida tem destas coisas, e uma coisa que a vida fez a meu favor foi conhecer-te, como extraordinário e grande pessoa que tu és.
Após um ano inteiro de altos e baixos tu sempre tiveste lá para apoiar-me e isso eu sempre apreciei com o fundo do meu coração... Até quando gozaste comigo por causa da cena do puto, eu vi nesse gozo uma maneira de por-te com um sorriso nessa cara que é o que te fica tão bem!
Sei que isto na é lá grande coisa mas já há muito que estava para postar este texto para ti! LY BRUNO ^^

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

... Num parepeito de uma Janela

A noite mais linda é a noite que se vê pelo para peito de uma janela.
Não é uma noite romântica cheia de estrelinhas e fofura, mas é uma noite calma (depende da janela, mas na minha é) doce, suave... A janela pode ser como um portal para uma dimensão de compreensão onde a chuva ou o sol, ajudam-nos diariamente nos nossos problemas, onde podemos desabafar, lutar, deitar lágrimas ou sorrir o maior sorriso de sempre, onde podemos demonstrar todas as nossas saudades ou pedir para que alguém as sinta... Numa janela há noite a calma é o que mais reina!
Se estivermos calados e muito sossegados na nossa janela, podemos ouvir os grilos a cantarem deslouvadamente para as suas amadas que os ignoram sem darem uma oportunidade, uma única excepção para ouvirem as palavras dos loucos apaixonados...
Se calhar nos somos como eles, loucos apaixonados que declamam todos os poemas e louvores ás suas amadas e na mesma elas fingem ignorar-nos enquanto se remoem por dentro a ouvir aquelas cantigas loucas de amor.
Tanto pode-se notar numa janela que nem um milhão de palavras do melhor apaixonado do mundo poderiam a descrever

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Vida Perdida...

Aqui na escuridão imensa, estou perdido sem um único raio solar que me alimente ou me faça diferente. Se me mostrasses o caminho lentamente... Se me desses um sinal, para que eu pudesse me guiar até ti... Mas não.. Nunca me deste nada.
Deixaste me viver em angústia infinita a pensar que eu não era nada para ti... Mas agora quem se arrepende és tu, eu fico soberano a tudo, eu agora movo mundos e aceito as consequências... sim eu agora mudei para algo diferente, algo com a vista tapada por um leve lenço negro para que não veja os meus erros mais íntimos... Eu mudei para... digamos... Para ti!
A esse mostro sem escrúpulos que pensa que mandava em imensos mundos e os manipulava quando era eu que mandava nesse mundos e manipulava-te a ti... Eu um puto falhado que tiveste misericórdia, ganhou há tua mente distorcida em relação ao nosso amor... Chorei e gritei, mas lutei contra os meus medos e ganhei essa luta renhida contra a tua mente raivosa...
Eu fico sempre aqui enquanto tu foges agora com medo que te ganhe de novo, que ganhe sobre o nosso amor de beijos, caricias e muito mais, que simplesmente trepe tudo e depois paire sobre ti trazendo ódio e tristeza... Como fazias a mim...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Lá vão....

Lá vão aqueles dias que tu me conhecias como ninguém onde tu acariciavas o meu cabelo de maneira diferente de todas as que me acariciavam... Tapavas os meus olhos com uma doçura incrível, com uma destreza e com tanto cuidado e perguntavas se eu sabia quem eras.
Eu, com o meu humor negro, começava a inventar nomes de mulheres ao acaso só para te irritar mas na mesma tu sabias, sabias que só te os dizia para esse propósito, e então fingias-te muito chateada e viravas as costas para eu ir ter contigo e dar-te aquele leve beijo que tu sempre gostavas, fazia isto tudo para que te sentisses minha e só minha, para que visses o quão te amava e adorava!
Passamos aquele verão todo na praia em leves ondas de calor e água refrescante, sempre que dizias que me amavas eu retribuía-te com um eu também te amo e agarrava em ti e levava-te para a água (que era gélida depois de uma pessoa ter apanhado tanto sol) esperneavas-te mas isso não afectava o teu destino na água e acabavas sempre lá, e eu, para acabar aquela tortura toda de água fria ainda dizia, para demonstrar o quanto eu te amo, e sorria. Ficavas fula mas gostavas de essas parvoíces minhas, fazias para que isso se tornasse rotina porque adoravas que eu te fizesse isso.
Passamos quase uma vida de amor e carinho eterno como ninguém, até ao dia que tudo acabou, que todo aquele amor e alegria passaram para ódio desprezo e lágrimas, onde o sol que brilhava e sorria para nós quando tudo era bonito, agora era tapado por um eclipse escuro e negro feito há medida do nosso ódio e da nossa dor, esse eclipse tinha sido feito por nós, o nosso sofrimento era só pela nossa culpa e estupidez de ter tudo acabado...
Passado agora meses esse eclipse agora não passa de meras nuvens que tapam o sol colorido que quer alegrar as nossas vidas.
Agora que vais-te embora deste país para seres feliz com a tua família em algum sitio longínquo.
Pergunto-me agora..
Será que o sol brilhará para nós agora ou brilhará para ti e para mim se fechar-se-à em copas de novo?
Pergunto-me...

domingo, 30 de maio de 2010

Sonhos Macabros

Estava eu neste sonho pouco sortido, parecia-me um normal como os outros, simples mas irrigado de mistérios.. Com uma leve pitada de sobrenatural e fica mesmo perfeito!
Mas este foi de algo diferente...
Estava eu a ver um jogo de futebol, com a minha família e noto algo de diferente, eu estava diferente, tanto eu como os meus pais, estava mais velho com uma barba por fazer e os meus pais mais velhos que o costume.
Quando, de repente, no mesmo segundo em que uma tal equipa marca golo tudo fica preto e branco, mais num tom negativo a tudo o que era cores, vejo-me a ser puxado por uma dimensão de cores ofuscantes e mortas, onde via tudo o que era vida num sentido diferente, num sentido mais... real, de uma maneira que todos nós sabemos que é, mas tapamos com panos de veludo negro e pintamos uma coisa queiramos ver daquilo.
Passei frenéticos segundos neste túnel temporal e depois... nada... puro silencio, tudo completamente num negro enjoativo...
Lá no fundo ouço uma música... Conheço esta música... sim... Isto é Mozart, sons tão perfeitos, isto é o Requiem de Mozart... E lá no fundo vejo uma pessoa num choro incessante, um choro misturado com berros de sofrimento psicológico, rapidamente tentei chegar lá e quando estou mesmo a chegar lá torno-me nessa pessoa...
Tanto sofrimento... Tão corrumpido...
Percebia agora porque chorava mas na mesma não percebia o porquê? Não percebia a razão de estar a sofrer por... uma criança que nem sabia quem era, estava nas minhas mãos morta, e eu não sabia quem era, e na mesma chorava sem parar!
Acordo sobressaltado e reparo que tinha asas negras a pingarem sangue negro também, assustado tento procurar respostas em meros segundos e...
Acordo agora verdadeiramente vejo que tinha sido mais um sonho sem sentido, mas que me tentava dizer algo...
Levanto-me e sigo com a minha vida como a rotina já bem sabida do dia-a-dia

quinta-feira, 25 de março de 2010

Dor...

Sentido neste remoinho sem fim, estava eu a resmungar pela ironia da vida, do sofrimento que tenho por um amor perdido e esquecido, pelas lágrimas que deitei sem sentido aparente, pela nojice do amor...
Uma dor indescritível que mói em mim, e é tão boa... Gosto tanto deste sentimento que corre-me pelas veias, uma adrenalina incontrolável e saborosa.
E eu caio num mundo afim de morrer sem ti...
Um propósito que acho correcto, após tudo aquelas tristezas que passei, só por minha e exclusivamente minha culpa.
Cada segundo que passa e vejo-te beijar esse.. Esse obstáculo que tapa-me a vista angelical e linda vinda de ti, cada vez de suspiras ou sussurras uma palavra, e entra-me no ouvido, sinto um arrepio na espinha e não sei porquê...
Deve ser por causa dos teus lábios de anjo...
Que...
É.. irritante saber as nossas diferenças e saber que após tanto tempo que odeio-te e na mesma amo-te, uma dor que está sempre a fazer-me mais triste, mais mau, mais incompatível contigo enquanto eu devia ser mais tu..
Eu acho que sim...
Se calhar não gostas do mesmo, nem do inverso... Gostas do único...
Gostas dele e não de mim porque ele tem algo que eu não tenho, algo que eu só, nunca conseguiria ter...
E por mais que tente separar de ti, que tente afastar-me de ti para não cair na tentação, acabo sempre que ficar perto de ti quando estas com ele...
Raiva acumulada e insanidade a criar-se, sem dúvida muita dor...
Dor, dor, dor, dor...
Que bom, sinto-me tão bem a chorar lágrimas inesquecíveis de memórias já esquecidas, sinto-me bem a sentir a tal adrenalina de dor, raiva e desprezo...

P.S. - I Love You

terça-feira, 23 de março de 2010

O Sol da Saudade


Acredito sempre
Se não te vejo, se não te procuro
Se olho para baixo...
Se só consigo ver a prata e não o ouro
Em dias de chuva
Em dias sem ela
Nos dias cinzentos
Quando te sentes menos bela
Sol, estás lá sempre
Acredito nisso
Tapado pelas nuvens, na luz e cor de uma flor
Fazes parte da nossa vida, ciente disso
E para viver baseio-me bastante nisso

A vida...

Vida má e má amada
sentida e destroçada
vivida e queimada
por nada sem ser, por ti

Vivi e destruí
Tudo o que alguma vez senti
Senti por ti o amor
Amor... Algo que não dói

Não doí mas desgraça
Aquela vida sem apreciação
Ingénuos numa vida vivaça
Fustigados pela anulação

Amor é a amar e ser amado
Mentira!
É viver preso para se sentir amado
Amar é uma mentira apagada

Apagada pela aquela veia psicadélica
Bélica a vida que vive à base de veias angélicas
quando a loucura querer sair
No ápice dos segundos contados para viver


Poema do ano Passado...

domingo, 21 de março de 2010

A Amizade do Amor


I surrender to you
Forgive me for the sadness
And the bringing of you down
I just needed a lover and I needed a friend
I really didnt know why i have intent
And there you were
Running from forever like all the rest
Innocent the walk that made me cry
Three simple words bled me dry
Three simple words bled us dry
I love you

sexta-feira, 19 de março de 2010

O Carrosel da Dor

Começa agora a viagem! A verdadeira viagem começa agora neste instante da verdade, verdade que nunca na minha vida tinha desejado ouvir, ler ou até sentir, nem queria que ela existisse...
E sim é verdade que amo-te, adoro-te, és especial, rememberável para sempre, eras espectacular... Amava-te com todas as forças do meu coração, cada palpitação era tua..
Era, pois já não é, não posso sentir, é estupidamente irónico sentir algo por alguem que nunca ei de ter e que não virei a ter...
Continuas com esse sorriso lindo na mesma, riso eterno o teu, embora já saibas a verdade e tenhas tomado o rumo da tua vida, continuas a sorrir lindamente, deixando aquela chama azul lá no meio de um coração queimado de dor e sofrimento, ficando ainda vivo para ver sempre um sorriso seguinte, obcecação que me põe vivo, embora não queira lá me vai alimentando de combustivel já viciado de amor e coisas assim...
Eléctrico e inativo fico nesta grande gigante pequena viagem, loucura a reinar á medida que deixo uma rampa rompida no meio...
Morte há minha frente... E eu rio em vez de, como qualquer pessoa sentiria, ter medo... Rio porque já acabou, senão acabasse sarada esta ferida acabaria aberta pelo meu corpo consumindo-me fazendo que eu não existisse, simplesmente evaporava por este espaço sentido por cegos humanos que iludem-se com um tal sentimento, um tal chamado amor.
Hahahahahahahaha... Amor, isso não existe, amor é ódio pegado, junto por uns beijos infinitos e olhares indescritiveis....
Para que tantas palavras, expressões, palavrões e frases frias para dizer que amei uma das pessoas mais expectaculares na terra, mais imprevisiveis e mais eu que ninguem.
A viagem acabou agora...
Sai do carrosel, cheio de dores no coreção e cheio de verdades inevitáveis na vida...
E escrevo textos e textos malucos e amorosos por ti todos os dias inúteis... A dor sabe a um gosto mais ou menos docinho, até me babo com o sabor pois já to todo consumido de dor e terror, mas eu gosto é bom sinto-me tanto eu que é um espectáculo... Ou pera... Se calhar isto é o sabor do alcool? Sim é... Escrever bebado é tão bom... Dizes todas as verdades e nem respingas nada...
Chego a casa a lacrimejar, bebado e na melancolia da noite calma...
Vou e deito-me na cama de penas queimadas, lágrimas dissipadas inesperadamente e de olhares flamejantes e dolorosos de verdade cheia...
Simplesmente deitei-me no amor...

terça-feira, 16 de março de 2010

A lágrima do Pandemónio

De novo...
De novo volto a sofrer e só deixei-te á poucos dias... De novo por ti sinto um gigante pandemónio de sentimentos a mexerem no lago calmo do meu coração, um lago que estava muito calmo, bastante calmo, extremamente calmo até... Nunca antes tinha sentido algo por ti como nada... Tanta rapariga a tentar conquistar o meu coração e tu, que desprezas, pois, acho eu que soubeste que era um potencial alguem para ti, ignoras os meus sentimentos por ti...
Diseram-me hoje que eu era um anjo da guarda, pois sempre que as pessoas tinham problemas eu, de uma certa forma, absorvia tudo para mim e essas pessoas sentiriam-se feliz de novo...
Mas posso assegurar que não sou nenhum anjo da guarda, sou um mero guerreiro a lutar pela vida e contra o sofrimento, que e só por acaso, gosta de ajudar pessoas...
Eu sou um mero "anjo" que finge gostar de ajudar pessoas, para poder intregar-me bem neste mundo de sentimentos insentidos...
Eu sou a voz que está na tua cabeça, que contraria tudo o que pensas e diz para fazeres o bem...
Eu sou a cara que chora para que todos se preocupem com ele e para que ele fique com as atenções todas...
Eu sou um mimico, moldo-me à tua personalidade para que gostes de mim, porque eu sou tão tu, mas na verdade sou o teu óposito...
Eu sou... Sou uma lágrima no meio de tantos sentimentos e pandemónios, uma raiva incontrolável, um ranger de uma porta, um zumbido de uma mosca...
Eu sou tudo para todos mas na mesma não é suficiente para ti, és gananciosa e queres mais do que te posso dar, então como não te dou, tu rejeitas-me...
E sabes?
Dói, dói, dói... Dói tanto que o suicidio já ocorreu-me na cabeça, mas seria muito facil não era? Matava-me e já estava, acabava dores, tudo...
Mas isso seria demasiado egoista, tão egoista que eu nunca chegaria a fazer! Matar melhoraria a mim, mas nunca a todos os que me rodeiam, todos iriam sofrer pelo menos o dobro do que eu sofro... Pelo menos eu acho que isso aconteceria, pelo menos os que gostam de mim apesar de tudo de mal que já fiz...
Isto não é ser anjo da guarda, nunca um anjo é tão falso como eu, tão suvina e mau como eu sou na realidade...
Se antes dissesses demónio da guarda... Talvez não soasse bem no momento, mas depois de eu ter mostrado o meu eu a ti, ai compreenderias o que digo e o conceito de demónio, ajudaria-te mas mais tarde ou cedo puderia tornar o teu pior inimigo e apunhalar-te pelas costas!
Ou talvez não... Se calhar conheces mais o eu de mim do que eu próprio...
Até chegar-mos a uma conclusão juntos anda chorar comigo perto do lago dos sentimentos, perto do meu coração, onde estariamos juntos como amigos ou talvez como namorados dos sentimentos pandemónicos...

sábado, 13 de março de 2010

As Ninfas no Bosque da Verdade

Floresta exuberante da herdade das ninfas... Uma floresta cuja as arvores eram melhoradas pela sua vida rara, vida tal que era sustentada pelas ninfas eternas...
Quando estive ai num dos meus sonhos malucos,vi todas voçes ali, a banharem-se, umas de sol em cima de longos pedragulhos e outras num lago ali perto também...
Doze eram todas voçes ao total, lindas e únicas, e a cima de tudo eram nuas e perfeitas... O sonho de qualquer sonho ideal de um homem, e eu como seria obvio, iria aproveitar ao máximo aquela nudez espectacular da vida, entao fui a correr para aquele sitio onde todas elas se expunham loucamente à espera de alguem que as amasse...
Corri, e quando tava pa chegar perto delas deparo-me a cair... Caia para um sitio escuro, escuro... Mais escuro que o próprio inferno em si...
Acabei de cair e nada aconteceu-me, simplesmente amparei esta gigante queda como fosse uma queda de meio metro...
Cai numa caverna, pelo menos parecia-me ser uma.
Andei por lá, sem saber porque tinha ido lá parar, depois cheguei a uma divisão que tinha escrito nas suas gigantes paredes, histórias de deuses e deusas, de anjos e de demónios, histórias que falavam da chuva eterna sofrida, e do sol adorado por todas as criaturas na terra...
Passei essa divisão e enfiei-me noutra divisão ainda mais estranha...
Lá no fundo desta sala estava um individuo, um homem, estatura média e parecia-me ser magro...
Era-me alguem querido, pois sentia-me em casa nesta grande divisão e de certeza que era por causa deste individuo...
Quando cheguei perto dele vejo que era o meu anjo da guarda! O meu avô com, parecia-me que, quase a minha idade... Com umas asas gigantes e esbeltas, recolhidas atrás de umas costas musculadas e sofridas...
-Vais-me contar a tua vida toda meu neto, pois tu serás o próximo anjo, negro ou branco, serás o anjo que seguirá as minhas aventuras e destinos já passados, assim dirás a mim toda a tua história, pois com isso determinarás o teu destino como anjo...
E assim comecei a contar todos os meus acontecimentos, contei as pessoas que senti ódio razo ou quase nenhum (pois por mais que não queiramos sentiremos ódio por tudo e todos que conhecer-mos, faz parte do nosso sistema como humanos) e das pessoas que senti o ódio puro, aquele ódio que apodera-se de nós que nos faz chorar da raiva e deixa-nos incontroláveis, que eu pessoalmente não gosto lá muito, gosto mais do "ódio seco" aquele que sentimos a correr pelas veias e deixa-nos sem respirar, quando somos apoderados por todos os nossos falhanços e dores e sentimentos obscuros, esse sim eu gosto...
Falei tambem de experiencias amorosas e sexuais, experiencias com drogas e bebida e tudo o resto que havia para contar e no fim ele diz-me:
-Não há anjo possivel para ti... Nem negro, nem branco... És simplesmente um falhanço para todos, não tens nem escuridão dentro de ti nem luz possivel que te salve... Ficarás com estas asas esburacadas e velhas pois só uma pessoa como tu é que pode usar "isso"...
Eu ri e disse que já à muito tinha chegado á conclusão que era um falhanço para todos... Ouvia isso sempre...
Então continuei a andar com umas asas e uma vida totalmente esburacada pela própria raiva que sentia... Até para o meu próprio anjo era uma desgraça... Então cheguei a uma subida.
Levou-me para perto das ninfas, que deram-me um bom bocado de prazer e vida... Encheram uns tantos buracos de raiva mas não todos, continuo a ser esburacado e falhado... Cheguei á conclusão que, nenhuma mulher, nem uma ninfa das mais belas de todas, merece um sofrimento de um homem já sofrido... Talvez, mas só e exclusivamente só, para aquelas que amamos de verdade... Essas sim merecem tanto sofrer por nós como nós por elas...
Precoce e insignificante é a nossa vida... Quem sabe talvez qualquer dia nos tornaremos um poucochinho significantes para todos, talvez um dia, depois de termos salvo umas quantas pessoas, nos sinta-mos úteis e verdadeiramente independentes da vida!

A vida que poucos imaginaram

Noite infernal, esta que tomei a decisão de te deixar ir!
Noite infernal, a noite que te vi e apreciei-te!
E eu estive a pensar em tudo o que eu e tu pensamos, nas nossas coecidencias e contradições, a pensar nos ceus e infernos que passamos juntos... Tudo para mim tinha aquele significado especial, havia significados para tudo, no som do ranger da madeira quando tu pisavas para vir ter comigo, havia um significado nesse teu olhar mau mas ao mesmo tempo muito meigo, nesse teu sorriso limpo de qualquer malicia, a revolução do teu coração que contagia todos para perto de ti... Até isso tinha um significado para mim...
Tinha... E continua a ter... Mas tenho que ignorar esses significados e deixar-te ir em paz para sempre, pois a vida começa agora, agora que sei o significado de todos os significados.
Escolheste-me como amigo e nada mais, e assim será até ao dia que nos separar-mos sem razão aparente e com todos os significados direi-te adeus pois já não nos veremos mais...
Assim despedirei-me de ti...
Assim digo-te um adeus sentido não pelas saudades, mas sim, pela alegria de me teres libertado.
Promete-me só isto...
Vê a vida como niguem a viu ou imaginou, pois tu és unica e se continuares assim eu serei feliz, e tu muito mais serás...
Muda consoante a vida, muda, pois a vida não vai parar para ti como eu estupidamente parei para ti...

quinta-feira, 11 de março de 2010

O Labirinto da Vida

Que saudades!
Saudades de estar neste campo tranquilizante, um campo verde, sem nenhuma incorrecção, com árvores cheias de flores e frutos, onde os pássaros faziam ninhos perfeitos.
Havia pedras nos sítios exactos, do tamanho correcto, com a cor contraste ao ambiente...
Eu, poeta, escritor, e sem dúvida um grande amador, estava neste ambiente a escrever! Escrevia sobre tudo e todos, mas acima de tudo escrevia sobre mim, sobre o meu grande passado...
Um passado obscuro, tapado por medo, dor e muito sangue...
UM passado de uma criança ignorante, sofrida, e sem dúvida, ensinada...
Ensinada pela vida, que se tinha apressado a ensinar tudo o que sabia. Ensinou tudo excepto o amor... E foi-se embora sem ensinar isso, deixando ao meu critério aprender a, sem dúvida, maior dor que o ser humano alguma vez poderá sentir.
Vivi 15 anos até aprender o amor, o verdadeiro amor...
Sofri 15 anos de espera, 15 anos com a esperança que iria aprender-te, entusiasmado e empolgado para viver-te...
E agora que sei o que é o verdadeiro amor, odeio-te, não aguento-te nem um único segundo que seja, mas... Também adoro-te, adoro-te não porque deste-me dor e sofrimento, mas porque deste-me paixão e carinho, amor e traição, aprendi-te finalmente após muita dor e horror, mas aprendi-te!
Aprendi o significado de milhões de palavras que incluíam nesse teu pacote cheio de sentimentos, agora sei o que é um ataque de sentimentos, agora sei o que é a tão falada melancolia, porque a senti.
Soube finalmente o que é ter o coração em cinzas e deitar-me nelas enquanto tornava-me no que a minha mente fazia-me acreditar, embora todos iriam enquanto nadava naquelas cinzas de vidas antigas já gastas pelo sofrimento, e esta ia para esse caminho de novo, para o caminho onde eu era engolido pela dor e deixava o mundo com uma alma desfeita e incompleta por nada, desfazendo-se lentamente...
E após ser engolido por essa dor inacreditável, seria enviado para um labirinto do tamanho de biliões de mundos, com escassas oportunidades de sair de lá, esse labirinto era o da... era o labirinto da vida, era um labirinto que só os que não eram normais sairiam, só aqueles que sentiam aquele ser inimaginável dentro do coração, aquele ser que residia na vida maléfico ou benéfico, que os substituía na vida real, na vida onde almas penadas e almas quebradas residiam e coexistiam umas com as outras...
Eu ainda estava nesse labirinto se não fosse o meu ser maléfico, a residir dentro da minha carne, que saiu dentro de mim numa certa manha... a manha que tu desprezaste-me odiaste-me e acima de tudo na manha que tu amaste-me...
Senti-me tão diferente nessa manhã que, como resposta do meu corpo defendi-me e corrompi-me por ti...
Fiz de mim um servo para ti, e agora acordara para a realidade, saíra daquele labirinto sem respostas graças ao meu ser não humano...
Agora vejo que o mundo não é tão bonito e brilhante como dizem lá no labirinto, e agora penso que libertei-me sem razão aparente, que mal valia viver naquele labirinto escura, mas verdadeiro... Libertei-me para ti insignificante e estúpido, e tu nem reparas que amo-te...
E eu riu para ti, e tu para mim, e eu sofro e tu ficas feliz e se calhar será assim para o resto das nossas vidas!
Sonharei contigo e tu sonharás com outro ser que está perdido...
Nunca mais quero cair nas manhas do amor... Agora serei um pequeno demónio, servo dos anjos que são assassinos da vida, e quando chegar o dia de te assassinar eu olharei te nos olhos e iremos os dois para um sitio onde ninguém nos possa incomodar pois sei que amaste-me e eu não tive presente...

terça-feira, 9 de março de 2010

A montanha dos Amadores

Estava em cima daquela montanha, pequena montanha
A pensar numa gigantesca entramanha
Pensava no ar, no estar e no amar
mas acima de tudo pensava se viria a voar

Sem duvida, que nunca voaria
Mas continuava a pensar como seria
Voar sobre as ondas do amor
Que habitam subtilmente no terrivel terror

Terror tal que contrearia a vida
Que seria sempre bem-vinda
Mas so para quem quer viver
pois o resto é a pr'a morrer

Pensava tambem porque escreveria?
Se eu não sabia escrever
Mas essa resposta viria
Depois de eu aprender

Aprender que
Quem escreve, ama
E que
Quem medo tem, declama

Mas porque escreveria um poema se só te sei declamar?
Não respondas, que sei o que vais dizer
Que a vida é pr'a amar
No doce feito viver

Assim escrevia eu naquela pequena montanha
Montada por uma gigantesca entramanha
Visitada por muitos escritores
E sem duvida por muitos amadores...

De um amador
João Duarte

domingo, 7 de março de 2010

De um grande mestre para a actualidade

Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia
Eu esperava por ti, tu não vinhas, tardavas e eu entardecia
Era tarde, tão tarde, que a boca, tardando-lhe o beijo, mordia
Quando à boca da noite surgiste na tarde tal rosa tardia

Quando nós nos olhámos tardámos no beijo que a boca pedia
E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria
Em nós dois nessa tarde em que tanto tardaste o sol amanhecia
Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia

Meu amor, meu amor
Minha estrela da tarde
Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza
Se tu és a alegria ou se és a tristeza
Meu amor, meu amor
Eu não tenho a certeza

Foi a noite mais bela de todas as noites que me adormeceram
Dos nocturnos silêncios que à noite de aromas e beijos se encheram
Foi a noite em que os nossos dois corpos cansados não adormeceram
E da estrada mais linda da noite uma festa de fogo fizeram

Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram
Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam
Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram
E entre os braços da noite de tanto se amarem, vivendo morreram

Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto
É por ti que adormeço e acordo e acordado recordo no canto
Essa tarde em que tarde surgiste dum triste e profundo recanto
Essa noite em que cedo nasceste despida de mágoa e de espanto

Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto!

Ary dos Santos

Melhor poeta de sempre!

quinta-feira, 4 de março de 2010

O Sonho dos Infinitos

Viver sem ti custa mas vai passar agora que sei que estás em segurança, agora posso ser menos infeliz, agora posso sonhar...
Pelo menos achava eu antes de me deixar de dormir, pensava que tudo seria um espectáculo a partir de hoje...
Estou num planalto longo, diria infinito, verde, do mais verde que podia haver, aquele verde que quando olhamos ficamos obcecados.
Tu estavas lá no fundo, e pelo o que me parecia a chorar... Fiquei literalmente em pânico, pois isso estragaria a minha felicidade (pois só estaria feliz se tu tivesses) então corri, corri loucamente sem meias medidas, saltava poças de água que estavam no meio do caminho, às vezes via uma ou outra flor queimada... Porque estariam flores queimadas num meio de um planalto tão bonito?
E ocorria-me essa questão e mais meio milhão delas na minha cabeça, mas a que mais pensava era porque tu choravas num dia tão perfeito, num dia em que tu deverias estar feliz...
Para que eu pudesse estar também...
À medida que corria mais, mais triste ficava embora não percebesse, serias tu? Duvido era impossível, tu nunca me farias triste, só me farias feliz com esse sorriso sol...
E enquanto corria loucamente para ti vejo que não chegava perto de ti nunca mais... Queria te confortar e não podia...
Loucura a crescer mais, a agonia de não te poder ajudar, e num segundo ouço uma pinga de água a embater no solo viçoso, noutro uma chuva bastante intensa a embater no solo, mas desta vez era um solo ressequido e seco, todas as plantas a ficarem queimadas, a cada passo que dava ouvia o chão a rachar.
Olhei para trás e vi, aquele planalto lindo e calmo, a ir embora sem me pedir autorização, deixando-me a correr num outro sub-mundo desconhecido...
Demorei tanto a correr para chegar a ti, mas agora estava mesmo muito perto, poderia salvar-te dessa tristeza que me entristecia também..
Cheguei perto de ti, e perguntei para mim mesmo porque estarias a chorar num sitio como este? Estarias perdida no teu sonho? Nesse caso vou te salvar deste pesadelo e levar-te para o meu sonho para descansares em paz..
- Não me levas, não! Este é o meu sonho, pára de interferir com tudo o que é meu!
Silêncio... Eu em pleno choque, abdiquei de novo tudo para ti e de tudo o que eu abdiquei tu deitas-me fora... Como se nada fosse, destróis-me e continuas a chorar, e o mais engraçado é que começo a chorar, não sei porquê, mas começo...
E lágrima atrás de lágrima, vi uma coisa em ti diferente,algo que qualquer pessoa teria reparado em menos de um segundo eu só reparo agora...
Tens asas, umas asas reluzentes brancas, emitiam uma luz que acalmava, um branco baço que faria deixar dormir qualquer pessoa... Mas a mim não fazia, não sabia porquê, talvez porque tivesse consumido demasiado ódio por ti... Talvez já não me fizesses efeito nenhum a não ser no coração, então decido ir-me embora, mas quando me voltei reparei que também tinha asas, umas asas negras brilhantes, que espalhavam uma aura negra sobre mim e enchiam me de ódio e terror.
Era por isso que chorava, porque este ódio consumia-me e não gostavas de mim por causa disso...
Tudo me corria bem, mas na mesma corria-me tudo mal!
Sem dúvida uma contradição cruel!
Então a luz tentava entrar em mim e eu simplesmente em gozo fechava os olhos para a evitar, e mais a escuridão consumia-me e eu ria pois sentia-me tão bem a ser negro, a ser mau, a ser o contrário de ti, e neste momento, neste estado não me sentia mal, não me doía o coração pois tinha sido reposto por uma pedra fria a escaldar...
Escaldar de quê se estava fria?
A escaldar de crueldade, de... ironia da vida!
Então fartei comecei a voar para longe para um sitio onde não me visses, um sitio onde me deixasses, onde eu me deixaria corromper ao máximo para nunca mais sentir dor... Mas enquanto voava notei que estava a fazer isto sem pensar em todos os que me adoravam...
Sem pensar nos meus amigos, sem pensar na familia, sem pensar na facilidade que estava a dar-te porque estava a fazer-te a vontade...
Então decidi enquanto voava em ventos sem fim, que nunca daria facilidade a ninguém pois ninguém merece a minha fragilidade, a minha escuridão a não ser a minha ignorância...
Do nada estou de novo naquele planalto fresco sem asas, de novo no velho eu, e via todos os que me adoravam a acenar lá no fundo para mim...
E tu estavas lá...
Mas porquê?

quarta-feira, 3 de março de 2010

Sons do Inferno

Aha, ora aqui está, a minha vida agora é que já não é o que era...
Fiquei o que já não sou, o meu carácter desapareceu, o meu lado "bonzinho" apagou por completo, corrompeste-me ao máximo dos máximos, agora só favoreces a minha raiva, o meu horror o meu... medo também...
Agora em vez de corromperes-me mais não, favoreces este lado negro meu, fazes-me ficar mais agressivo...
Iria ao inferno ouvir os seus sons malucos, deixaria-me levar pela loucura infernal, e acordaria desesperado por ódio como um drogado...
Agora voltarei a ser eu, voltei a ser o ser raivoso, louco, irracional ao ponto de te odiar... nem que seja só por uns segundos, porque mais seria impossível... seria demasiado difícil de suportar, a dor de te odiar é tão grande, parece que te arrancam o coração do peito e ficas simplesmente uma alma de ódio que odeia tudo o que odeia ela... Uma alma andante num corpo de carne mortal...
ás vezes só me apetece ter asas, mas não para ser livre...
Para voar bastante alto e depois deixar-me cair até morrer, tanto podia ser asfixiado no ar ou pelo impacto no chão... Mas que morre-se e deixa-se-te...
E libertaria-me desta carne nojenta que me prende à carne cheia de sentimentos, cheia de dor...
Mas depois iria-me arrepender porque aprenderia que não é a terra nem a carne simples que contêm os sentimentos, é a alma que os agrupa lá todos eles... Na alma e só na alma...
A alma neste caso é a má da fita, é que estraga a vida, a todos nós...
Mas a vida é limitada e se a vida não tivesse dor se calhar não haveria alegria pois sempre que há algo bom tem de haver sempre algo mau, e nesta dor toda eu escrevo textos infinitos em procura de descrever esta dor indescritível...
Sabes qual é o lado bom desta dor que sinto por ti?
É saber que tu é e sempre serás a minha musa, sem dor ou com dor por ti, e escreverei milhões de textos para ti pois adoro-te ou melhor... amo-te!
Mesmo que me odeies...
Mesmo que adores outra pessoa, mesmo que eu para ti já não passe de um amigo...
E sabes?
Andei com outra pessoa porque tinha medo de te perder se me declara-se de ti...
MAs andei tanto que depois reparei que te tinha deixado para trás..
Então parei e recuei tudo para ti, deixando amigos, destruindo tudo à minha frente para ti, a minha alma também...
Não me preocupava com o que se destruiria no meu corpo pois irias reconstruir-me de novo, mas de repente acontece o impensável...
À medida que vinha recuando tu estas a avançar e deixas-me para trás.
E paro...
Paro para pensar...
Paro, simplesmente, paro...
Paro...
E vejo-te a ir embora com outro... A rir feliz...
E o que penso?
Que sou idiota e que tu, por mais que me custe, tens razão!
Avançaste como seria óbvio para uma pessoa... mas tu não és uma pessoa... ès outro diabo andante na sociedade, e acho que era isso me atraia em ti...
E de novo penso...
Será que vale apena tanto sofrimento por uma rapariga?
Sim, a resposta é sim, porque tu não és uma simples rapariga, és... tu e é isso que gosto em ti, é seres tu por mais que as pessoas te... Não diria rejeitem... Isso não seria certo... Nada é certo ou incerto para teres pessoas contra ti...
Sei que não me queres triste mas é mais forte que todas as minhas forças, e o meu corpo em vez de reflectir toda a dor não... Absorve-a porque é disso que se alimenta...
Sabes como podes fazer para eu não chorar mais por ti?
Beija-me...
Nem que seja um beijo insignificante de despedida mas beija-me....
Beija-me na cara... nos olhos, para que eu possa ver que uma vez gostaste de mim e agora para eu ver que deixei-te fugir...
Agora vejo a realidade de ti... E digo para mim:
-Agora vi tudo, desculpa ter chorado por ti...
Abracer-te-ria e iriame embora para sempre, deixaria-te para sempre em paz e sossego...
Deixaria-te pelo o meu amor por ti...

A Loucura do Mundo

Loucura...
A loucura de uma pessoa é sem, mais nem menos, o estado normal, o estado onde uma pessoa mostra a sua realidade, a sua personalidade, onde se mostra a raiva que temos por tudo e todos, o segredo da vida falhada por uma sociadade rejeitada está na loucura, na insanidade, na horripilante destruição da nossa mente, uma mente que mente a tudo o que é a verdade, uma mente que se adaptou à sociedade literalmente doida cujo o seu estado anormal rejeita a loucura...
Assim é o amor... Rejeitado por uns e abraçado por outros, pois deixa a quem o abraça muito felizes, muito apaixonados, uma paixão ardentemente...
Ardentemente quê?
Ardentemente negra talvez, pois em tudo o que é bom há sempre um lado negro, e no caso do amor é a dor infinita...
Não sabes o que sinto quando estou perto de ti... Uma alegria tão... tão única, parece que a escuridão do meu coração sai, e entra um lado bom que eu nunca conheci, um lado "angelical" posso eu dizer...
Sabes o que senti quando tu foste para próximo de "ele" outra vez?
O meu lado negro a voltar, o meu estado normal, pois sempre que estás com "ele", fico doido, sem sanidade possível, fico sinceramente... louco como ninguém alguma vez poderá ser...
A vida sem ti para mim não tem possível conceito... não consigo viver sem ti e cheguei à conclusão disso quando te perdi..
E o mais engraçado é que iludo-me a dizer:
Ela vem para ti... Espera, João, Espera...
E espero, espero, espero mas não há fim neste tempo, um tempo que não pára nem um segundo para ti... para eu te poder salvar dessa personagem que tu veneras e deixar-te viver de novo, e de novo, tentaria ser teu...
Não te deixaria escapar das minhas mãos de novo, pois preciso do teu olhar quente para aquecer-me no luar infernal...
Preciso que assassines este lado negro meu, preciso que tragas de novo aquele "anjinho" teu, que está escondido à muito...

sábado, 27 de fevereiro de 2010

A Chuva entre os Sonhos

Lembro-me quando era criança de ter a minha a mãe a ralhar comigo por causa que eu andava à chuva, ficando todo molhado, e sujava a roupa toda com lama, ralhava ela muito comigo por causa dessas razões até que cheguei ao ponto de fazer o que ela dizia e deixei de andar intensivamente a chuva, ou de ir para a lama, acho que foi por causa que já me sentia crescido ou então foi desta que o meu cérebro aceitou a ordem da minha mãe de uma vez por todas...
Mas no entanto, vejo que ninguém se importa com isso quando está a ser "atacado" por muitos problemas, aprendi isso hoje, enquanto chovia, enquanto eu estava bastante fragilizado, enquanto tu passavas-me pela cabeça, vagueando no meu vazio interno, corrompendo tudo o que tinha ainda de bom, mas a culpa não era tua... Era simplesmente minha pois eu é que tinha deixado tu entrares cá para dentro, a minha fragilização tinha deixado tu entrares pensando que seria melhor para mim, pensando que me irias salvar desta doença que me corrompia por dentro, pensando que irias salvar-me de todos os males do mundo e proteger-me de.... de pessoas como tu... Tão boas que até parecem duma série de televisão, mas a realidade é que todos as outras pessoas que parecem como personagens de uma série não são nada do que parecem no entanto tu... tu és tudo o que pareces, és a bondade em pessoa, és o amor em pessoa para mim, és a vida para mim e ver-te afastada faz-me ver que afinal és tudo para mim mas eu não sou nada para ti...
Patético não é?
A minha cabeça ás vezes prega destas partidas estúpidas, partidas que me destroem a sanidade, ora vê-me lá tu irias me proteger de ti mesma... Resultado? Destruição completa do juízo, sanidade, tudo o que me punha lúcido, para ficar sem a minha bondade e começar a ficar no que outrora fui, um diabo andante...
Nunca desejei ser tal coisa sempre desejei ser o "anjo" que mostro ser mas, o meu diabo sai sempre quando eu fico doido, quando fico... eu!
Quando era pequeno, sonhei de um inferno, um inferno laranja, azul, vermelho, com chamas de muitas cores e feitios, catedrais góticas inteiramente infernais, com desenhos eternamente horríveis....
Para uma criança como eu claro que pensei que isto seria um pesadelo, mas mais tarde revelou-se um grande sonho, um sonho espectacular, (pessoas pensariam que eu seria doido, mas não...) pois eu quando era pequeno eu... Eu era rejeitado, odiado, posso mesmo dizer espancado... E nunca tive ninguém para me proteger... Nesse dia, aconteceu algo muito horrível, o João inocente, parvo, tão ingénuo, tinha desaparecido, tinha aparecido algo diferente, "um pequeno demónio" (Little Devil) diziam eles, e eu ria doidamente, catastroficamente atacava ele, uma mão atrás de outra na cara, enquanto ele olhava para mim com um medo constante, a culpa era dele... sempre me maltratou naquela escola... Não era eu mas... eu gostava daquela sensação de poder, uma sensação total de horror que se via nos olhos deles, que até se podia saborear, só mesmo vendo!
As pessoas tinham visto o demónio que existia dentro de mim, que gritava loucamente para sair, e eu que naquele momento, fragilizado, dei um pouco de folga e ele puxou-me a corda toda destruindo tudo a sua frente...
Só parei quando desmaiei... Os meus pais levaram me para casa, e colocaram-me na cama, deixando-me sonhar em paz...
E lá estava eu naquele sonho interno, num inferno que era magical... Pelo menos para mim era, era unicamente espectacular!
Após de ter andado pelo menos 3 horas (no sonho) encontrei um grande palácio negro, um palácio bonito à sua maneira, a porta desse palácio era mais negra que o negro, abriu-se automaticamente... Entrei... Um corredor longo cheio de tochas, e lá mesmo no fundo uma sala, que daqui era escura fui andando e há medida que ia percorrendo o longo corredor sentia-me observado...
Cheguei à sala, era uma sala normal de casa...Espera, era a minha sala... Estava uma pessoa sentada no grande cadeirão de madeira de carvalho, baloiçando, para trás e para a frente, tão lentamente mas ao mesmo tempo tão rápido e magistralmente, que até fazia uma pessoa hipnotizar-se a olhar para aquele, para trás e para a frente, mas o que ocorreu a dizer era que o meu pai odiava que baloiçassem nesse cadeirão... Ouço um riso profundo e alto, e depois já não via ninguém no cadeirão pois estava lá eu, uma pessoa cujo eu não vi o rosto diz-me:
-- A vida é para ser aproveitada ao máximo, se as regras forem inventadas para te impedir de fazer algo quebra elas e faz o que queres, pois tu, vais ser grande à tua maneira, vais ter sucesso no que te empenhares de coração, mas vais sofrer tanto, mas tanto, que voltarás a ver esse "demónio" que viste hoje fora de ti outra vez...
Nessa altura voltarás a falar comigo, e eu relevarei-te o segredo da tua vida...
Quando dou por mim estou acordado, a olhar para o tecto do meu quarto a pensar, o que aconteceu?
Levantei-me e fui há janela... Estava a chover, uma chuva forte, continua, tão continua que parecia que ia ser eterna... Estava uma trovoada também, uma trovoada fenomenal (quando era pequeno tinha muito medo de trovões) e naquele momento, vi o maior relâmpago da minha vida e em vez de fugir com medo, não, fiquei a olhar para ele sem medo, em vez disso, estava interessado nele, sentia ele a entrar dentro de mim, e comecei a rir, ri porque já não tinha medo, o João medroso, parvo, ingénuo tinha desaparecido e um novo João tinha aparecido, um João, posso dizer, mau, agressivo, sem medo, mas ao mesmo tempo pronto a ajudar quando necessário, amoroso e único, pois eu agora não era como as outras pessoas eram.. Eu agora sou um anjo negro pronto a matar, um diabo único, disfarçado de pessoa para se integrar melhor na sociedade!
Agora vendo que nunca me pertencerás esse ódio está a voltar.. e eu... em vez de abraça-lo estou a deixa-lo ir, e sabes porquê?
Porque não te quero magoar, psicologicamente e fisicamente, não quero te ver sofrer pois isso iria fazer-me sofrer, visto que tu és a minha vida...
E lá fico eu agora à chuva, a molhar me intensamente mas não interessa pois ninguém poderá ver as minhas lágrimas por ti.... E só isso interessa agora... Pelo menos só neste momento...

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A verdade da Vida e do Amor

No primeiro dia que te vi posso dizer que te quase meramente desprezei-te, só pelo olhar, por um julgar só de corpo vi que não tinhas nada a ver comigo portanto não quis falar contigo, temendo que chocasse-mos logo no primeiro dia de aulas.
Passou uma semana e o meu interesse por ti aumentou não sei dizer porquê, não sei dizer quais a razões de tal acontecimento mas simplesmente aconteceu...
Acho que foi porque tu tinhas diferentes gostos, diferente cultura, diferente feitio, havendo assim entre nós um tema de conversa sempre continuo, interessante, e sem duvida único.
Nos dias seguintes, já me tinha integrado bastante bem na turma, mas via que muitas pessoas desprezavam-te ainda, ficando eu confuso... Como alguem podia desprezar algo como tu, tão especial tão divertida, tão amorosa, sentia-me estranho por pessoas desprezarem-te, já que eras tão única para mim.
Então tinha decidido integrar-me no grupo de pessoas que andavas, para ver se notavas em mim já que eu dava muito sinceramente um grande alarido nesta turma... Toda agente gostava de mim, toda a gente falava comigo no entanto o teu grupo nunca falou comigo...
Era então minha missão entrar no teu grupo, falar com vocês, comecei por ti como seria óbvio, falar mais contigo era quase obrigação para mim já que me davas tanta atenção e eu a ti, era como fossemos feitos um para o outro... Senti-me feliz quando um dia me convidaste para almoçar contigo, nem sabes, parecia uma criança que tinha acabado de receber um presente, mas a partir desse momento senti-me confuso, porque me sentiria tão feliz só com um convite de almoço... Seria de estar a entrar numa grande amizade? Ou seria mesmo... Amor?
Pensei nisso pelo menos 2 semanas, 2 semanas de delírio, de agonia pura, por saber que te... amava, que sentia algo catastroficamente grande por ti, maior que os Himalaias, maior que a 50.000 "Terras" juntas... E não sabendo porque sentia necessidade de esconder isso de ti, sentia na realidade um receio de ires embora de mim por causa do Amor...
Amor...
Amor no dicionário quer dizer : Paixão; Afecto; Inclinação da alma e do coração...
Amor não tem qualquer descrição possível, para descrevermos o amor teríamos que dizer todas as palavras 1 a 1, teríamos que inventar milhões de palavras e palavrões, mesmo assim nunca chegaria para o descrever... E no entanto eu encontrei uma palavra para descrever o meu amor por ti... É simplesmente a palavra... Único!
Esse receio veio a converter-se em dúvida, inveja, medo puro...
Um medo que eu nunca tinha sentido, o medo que eu já tinha referido, o medo de te perder, então afastei-me de ti... E refugiei-me noutra pessoa... Isto não é nada de mim, mas sinceramente eu era um rato no meio de um bando de cascavéis que se foi esconder atrás de uma grande rocha com medo...
E isso foi o pior que alguma vez podia ter feito... Afastar de alguém que amas é o pior que podes fazer, porque arrepender-te-ás mais tarde.
Então eu fiz frente ao problema, disse para mim mesmo que já não podia a ser literalmente um "rato" e transformar-me-ia num ser humano, sensível e consciente de novo, para fazer frente a todos os problemas que viessem...
Mas infelizmente não ganhei essa guerra de problemas, fui tão bombardeado com eles que até me senti mal...
Apanhei uma doença terrível, um parente fica bastante mal, a vida pessoal e privada está um caos, e acima de tudo tu fizeste o que eu temia... Seguiste em frente, sem meias medidas arranjas-te um namorado e eu fiquei... É impossível dizer-te como me senti, os biliões de sentimentos que senti naquele momento, horríveis, terríveis, agressivos, que me assaltaram a torto e a direito, e eu simplesmente não os consegui combater devido a eu estar totalmente enfraquecido por bastantes problemas...
Só queria que um anjo pusesse-me a dormir para sempre...
Sabes o que pensei?
Pensei que nunca poderia viver com isto, sem te dizer que mesmo na noite mais fria do mundo eu sentiria-me quente ao teu olhar, que nas sombras que tu passasses, elas ficariam mais brilhantes que o sol devido à tua alegria... Nunca te poderei dizer que se tivesses ao meu lado eu nunca necessitaria de luz pois estar contigo simplesmente iria iluminar todos os meus caminhos, porque estavas ao meu lado, coladinha a mim...
E a cima de tudo nunca te poderei dizer... Eu amo-te