Segue-me - disse ela muito séria - Segue-me para toda a eternidade!
Ouvindo estas esgueiras palavras a sibilar pelo ar, fizeram-me ficar fraco. As minhas pernas tremiam e tinha ganho um ligeiro medo, embora não soubesse bem o porque dele. Quando o silêncio predominou naquela sala sinistra, a ligeira fraqueza nas pernas passou para uma invalidade completa, fazendo-me cair de joelhos... O medo... Esse que também era ligeiro passara a seu um horror constante, um picar constante de "emoções negras" no meu coração.
Completamente aterrorizado, jogo as mãos à cabeça enquanto milhões de imagens passavam pela a minha mente. Imagens de memórias já envelhecidas, mas que têm o mesmo efeito que tinham à anos.
Memórias de amor, tristeza, saudade, traição, conquista e... Especialmente imagens de aquela pessoa que outrora me conquistara o meu quebrado coração...
Segue-me - disse ela novamente - Segue-me para toda a eternidade!
Estas palavras novamente! Furaram-me o meu peito como balas, o sentimento escondido... O qual eu nunca compreendi, aparecera de novo...
Agora começo a achar que a vida não têm sentido qualquer, para quê tanto sofrimento... Mais vale segui-la... Mas espera... Não! Não posso sucumbir a tal pessoa ou ser, tornar-me-ia mais fraco!
Sentimentos de conquista sobem-me à pele e começo a sentir-me vitorioso, nada pode deter-me agora... Todos os sentimentos numa batalha infernal, e eu, apenas o transportador de todos aqueles soldados, começo a ceder.... A sucumbir à obsessão do vicio de ser um nada!
Segue-me - Diz-me a Morte - Segue-me agora ou nunca! Pois eu sei que queres acabar com a tua vida! Toma essa escolha e seguir-me-ás para toda a eternidade!
Confuso e enjoado, levanto-me e viro as costas muito calmamente dizendo:
- A vida pode não ter sentido nenhum, mas se continuar talvez o encontre em alguém e não desistirei.
-Muito bem - Riposta a Morte sibilando cuidadosamente as palavras - Será essa a tua decisão, mortal ignorante!
sábado, 23 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
O Contrário do Inverso
Num mundo onde tudo é tudo e nada é nada... Onde tudo é bom e nada é mau... Onde eu deveria ser feliz com tais descrições, tudo acontece...
Felicidade prematura... Pior de todas as felicidades, é a felicidade da decepção na maioria das vezes, uma felicidade de dor que faz todos chorar e ficar tristes.
É a felicidade que nós nos habituamos quando somos crianças, quando pensamos que o mundo é nosso, quando pensamos que dificuldades e dor não existe, que o mundo resume-se a felicidade e amor...
Nada disso é verdade! Quando chegamos à nossa amada adolescência caímos na realidade do amor e da dor, do ódio e tristeza, aprendemos que a vida não é um mar de rosas mas sim um mar de espinhos com umas florezinhas que aparecem de vez em quando.
O amor é aquilo que podemos chamar um túnel com uma pequena luz muito escassa ao fundo... Primeiro sentimo-nos felizes e no tal "mar de rosas" e depois é sempre a cair, discussões que dizem que mantém a "chama" acesa, mas na realidade só a apaga mais, até chegarem ao estado de decadência e embatermos com toda a força num fundo de espinhos! Começa-mos a delirar com a dor de espinhos cravados no nosso corpo e chora-mos, com os danos irreversíveis deste amor partimos para outra, por muito que doa, e, à medida que nós vamos andando lentamente e que vamos ganhando consciência que a vida não pára para nós vivermos nas nossas próprias desgraças os espinhos vão saindo, deixando a marca mas curando a ferida.
É esta a balada eterna da vida, os seus altos e baixos tristes... Mais altos que baixos do que altos, seguidos de muitas quedas e ascendências...
É isto que eu sinto dia-a-dia, quando pensa em ti, quando vejo que perdi, e nunca vou voltar a ter momentos eternos e lindos, momentos de felicidade que duraram pouco mas duraram anos de vida secos e calmos, como aquelas brisas que nos dão aqueles calafrios, só que muito, mas muito lentamente, senti e cedi ao calor humano que tu partilhas... Enroscando em ti eu ficava milhares de anos, mas a vida não o permite e fomos separados por sentimentos distintos e irregulares... Enfim mas isso é o que nos destinge... É o contrário do nosso amor queimado...
Felicidade prematura... Pior de todas as felicidades, é a felicidade da decepção na maioria das vezes, uma felicidade de dor que faz todos chorar e ficar tristes.
É a felicidade que nós nos habituamos quando somos crianças, quando pensamos que o mundo é nosso, quando pensamos que dificuldades e dor não existe, que o mundo resume-se a felicidade e amor...
Nada disso é verdade! Quando chegamos à nossa amada adolescência caímos na realidade do amor e da dor, do ódio e tristeza, aprendemos que a vida não é um mar de rosas mas sim um mar de espinhos com umas florezinhas que aparecem de vez em quando.
O amor é aquilo que podemos chamar um túnel com uma pequena luz muito escassa ao fundo... Primeiro sentimo-nos felizes e no tal "mar de rosas" e depois é sempre a cair, discussões que dizem que mantém a "chama" acesa, mas na realidade só a apaga mais, até chegarem ao estado de decadência e embatermos com toda a força num fundo de espinhos! Começa-mos a delirar com a dor de espinhos cravados no nosso corpo e chora-mos, com os danos irreversíveis deste amor partimos para outra, por muito que doa, e, à medida que nós vamos andando lentamente e que vamos ganhando consciência que a vida não pára para nós vivermos nas nossas próprias desgraças os espinhos vão saindo, deixando a marca mas curando a ferida.
É esta a balada eterna da vida, os seus altos e baixos tristes... Mais altos que baixos do que altos, seguidos de muitas quedas e ascendências...
É isto que eu sinto dia-a-dia, quando pensa em ti, quando vejo que perdi, e nunca vou voltar a ter momentos eternos e lindos, momentos de felicidade que duraram pouco mas duraram anos de vida secos e calmos, como aquelas brisas que nos dão aqueles calafrios, só que muito, mas muito lentamente, senti e cedi ao calor humano que tu partilhas... Enroscando em ti eu ficava milhares de anos, mas a vida não o permite e fomos separados por sentimentos distintos e irregulares... Enfim mas isso é o que nos destinge... É o contrário do nosso amor queimado...
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