sábado, 23 de outubro de 2010

O sentido de nada!

Segue-me - disse ela muito séria - Segue-me para toda a eternidade!
Ouvindo estas esgueiras palavras a sibilar pelo ar, fizeram-me ficar fraco. As minhas pernas tremiam e tinha ganho um ligeiro medo, embora não soubesse bem o porque dele. Quando o silêncio predominou naquela sala sinistra, a ligeira fraqueza nas pernas passou para uma invalidade completa, fazendo-me cair de joelhos... O medo... Esse que também era ligeiro passara a seu um horror constante, um picar constante de "emoções negras" no meu coração.
Completamente aterrorizado, jogo as mãos à cabeça enquanto milhões de imagens passavam pela a minha mente. Imagens de memórias já envelhecidas, mas que têm o mesmo efeito que tinham à anos.
Memórias de amor, tristeza, saudade, traição, conquista e... Especialmente imagens de aquela pessoa que outrora me conquistara o meu quebrado coração...
Segue-me - disse ela novamente - Segue-me para toda a eternidade!
Estas palavras novamente! Furaram-me o meu peito como balas, o sentimento escondido... O qual eu nunca compreendi, aparecera de novo...
Agora começo a achar que a vida não têm sentido qualquer, para quê tanto sofrimento... Mais vale segui-la... Mas espera... Não! Não posso sucumbir a tal pessoa ou ser, tornar-me-ia mais fraco!
Sentimentos de conquista sobem-me à pele e começo a sentir-me vitorioso, nada pode deter-me agora... Todos os sentimentos numa batalha infernal, e eu, apenas o transportador de todos aqueles soldados, começo a ceder.... A sucumbir à obsessão do vicio de ser um nada!
Segue-me - Diz-me a Morte - Segue-me agora ou nunca! Pois eu sei que queres acabar com a tua vida! Toma essa escolha e seguir-me-ás para toda a eternidade!
Confuso e enjoado, levanto-me e viro as costas muito calmamente dizendo:
- A vida pode não ter sentido nenhum, mas se continuar talvez o encontre em alguém e não desistirei.
-Muito bem - Riposta a Morte sibilando cuidadosamente as palavras - Será essa a tua decisão, mortal ignorante!

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