Estava em cima daquela montanha, pequena montanha
A pensar numa gigantesca entramanha
Pensava no ar, no estar e no amar
mas acima de tudo pensava se viria a voar
Sem duvida, que nunca voaria
Mas continuava a pensar como seria
Voar sobre as ondas do amor
Que habitam subtilmente no terrivel terror
Terror tal que contrearia a vida
Que seria sempre bem-vinda
Mas so para quem quer viver
pois o resto é a pr'a morrer
Pensava tambem porque escreveria?
Se eu não sabia escrever
Mas essa resposta viria
Depois de eu aprender
Aprender que
Quem escreve, ama
E que
Quem medo tem, declama
Mas porque escreveria um poema se só te sei declamar?
Não respondas, que sei o que vais dizer
Que a vida é pr'a amar
No doce feito viver
Assim escrevia eu naquela pequena montanha
Montada por uma gigantesca entramanha
Visitada por muitos escritores
E sem duvida por muitos amadores...
De um amador
João Duarte
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