Que saudades!
Saudades de estar neste campo tranquilizante, um campo verde, sem nenhuma incorrecção, com árvores cheias de flores e frutos, onde os pássaros faziam ninhos perfeitos.
Havia pedras nos sítios exactos, do tamanho correcto, com a cor contraste ao ambiente...
Eu, poeta, escritor, e sem dúvida um grande amador, estava neste ambiente a escrever! Escrevia sobre tudo e todos, mas acima de tudo escrevia sobre mim, sobre o meu grande passado...
Um passado obscuro, tapado por medo, dor e muito sangue...
UM passado de uma criança ignorante, sofrida, e sem dúvida, ensinada...
Ensinada pela vida, que se tinha apressado a ensinar tudo o que sabia. Ensinou tudo excepto o amor... E foi-se embora sem ensinar isso, deixando ao meu critério aprender a, sem dúvida, maior dor que o ser humano alguma vez poderá sentir.
Vivi 15 anos até aprender o amor, o verdadeiro amor...
Sofri 15 anos de espera, 15 anos com a esperança que iria aprender-te, entusiasmado e empolgado para viver-te...
E agora que sei o que é o verdadeiro amor, odeio-te, não aguento-te nem um único segundo que seja, mas... Também adoro-te, adoro-te não porque deste-me dor e sofrimento, mas porque deste-me paixão e carinho, amor e traição, aprendi-te finalmente após muita dor e horror, mas aprendi-te!
Aprendi o significado de milhões de palavras que incluíam nesse teu pacote cheio de sentimentos, agora sei o que é um ataque de sentimentos, agora sei o que é a tão falada melancolia, porque a senti.
Soube finalmente o que é ter o coração em cinzas e deitar-me nelas enquanto tornava-me no que a minha mente fazia-me acreditar, embora todos iriam enquanto nadava naquelas cinzas de vidas antigas já gastas pelo sofrimento, e esta ia para esse caminho de novo, para o caminho onde eu era engolido pela dor e deixava o mundo com uma alma desfeita e incompleta por nada, desfazendo-se lentamente...
E após ser engolido por essa dor inacreditável, seria enviado para um labirinto do tamanho de biliões de mundos, com escassas oportunidades de sair de lá, esse labirinto era o da... era o labirinto da vida, era um labirinto que só os que não eram normais sairiam, só aqueles que sentiam aquele ser inimaginável dentro do coração, aquele ser que residia na vida maléfico ou benéfico, que os substituía na vida real, na vida onde almas penadas e almas quebradas residiam e coexistiam umas com as outras...
Eu ainda estava nesse labirinto se não fosse o meu ser maléfico, a residir dentro da minha carne, que saiu dentro de mim numa certa manha... a manha que tu desprezaste-me odiaste-me e acima de tudo na manha que tu amaste-me...
Senti-me tão diferente nessa manhã que, como resposta do meu corpo defendi-me e corrompi-me por ti...
Fiz de mim um servo para ti, e agora acordara para a realidade, saíra daquele labirinto sem respostas graças ao meu ser não humano...
Agora vejo que o mundo não é tão bonito e brilhante como dizem lá no labirinto, e agora penso que libertei-me sem razão aparente, que mal valia viver naquele labirinto escura, mas verdadeiro... Libertei-me para ti insignificante e estúpido, e tu nem reparas que amo-te...
E eu riu para ti, e tu para mim, e eu sofro e tu ficas feliz e se calhar será assim para o resto das nossas vidas!
Sonharei contigo e tu sonharás com outro ser que está perdido...
Nunca mais quero cair nas manhas do amor... Agora serei um pequeno demónio, servo dos anjos que são assassinos da vida, e quando chegar o dia de te assassinar eu olharei te nos olhos e iremos os dois para um sitio onde ninguém nos possa incomodar pois sei que amaste-me e eu não tive presente...
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